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Alzheimer: sintomas, fases, genética, tratamento e prevenção segundo a ciência

Ilustração de neurônios com placas de proteína amiloide e emaranhados de tau, alterações típicas do Alzheimer
Imagem: National Institute on Aging / NIH, domínio público
Resumo em 15 segundos
  • O Alzheimer causa 60% a 70% dos casos de demência; no Brasil, 1,8 milhão de idosos vivem com demência.
  • As alterações no cérebro começam cerca de 10 anos antes dos sintomas.
  • Não há cura. Lecanemabe e donanemabe desaceleram a fase inicial em cerca de 27% a 35%, com risco de inchaço cerebral.
  • Cerca de 45% dos casos de demência estão ligados a 14 fatores de risco modificáveis.

Resumo dos pontos principais. A matéria completa está logo abaixo.

O Alzheimer é a causa mais comum de demência. No Brasil, cerca de 1,8 milhão de pessoas com 60 anos ou mais vivem com algum tipo de demência, segundo o Ministério da Saúde, e o Alzheimer responde pela maior parte desses casos. As alterações no cérebro começam muitos anos antes do primeiro esquecimento. Por isso, as pesquisas tentam agir cada vez mais cedo, e desde 2023 existem os primeiros remédios capazes de desacelerar a progressão da doença, embora com ganhos modestos e riscos que médicos e famílias precisam ponderar previamente.

Essa matéria de nosso site reúne pesquisas e estudos publicados nas principais revistas médicas. Nela você irá se informar sobre as descobertas mais atuais sobre sintomas, fases, genética, diagnóstico, tratamento e prevenção do Alzheimer. O texto receberá atualizações quando novos estudos relevantes surgirem.

O que é Alzheimer e qual a diferença para demência?

Demência é o nome de uma síndrome: um declínio da memória, da linguagem, do raciocínio ou do comportamento grave o bastante para atrapalhar a vida diária. Ela pode ter várias causas, por exemplo derrames repetidos (demência vascular), a doença com corpos de Lewy ou a degeneração frontotemporal. De acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, publicado pelo Ministério da Saúde em 2024, o Alzheimer é a causa mais frequente, responsável por 60% a 70% dos casos.

Ou seja, todo Alzheimer em fase avançada é uma demência, mas nem toda demência é Alzheimer. A distinção importa porque o tratamento e a evolução mudam conforme a causa.

No cérebro, duas alterações definem a doença. A primeira são as placas de proteína amiloide, que se acumulam entre os neurônios. A segunda são os emaranhados de proteína tau, que se formam dentro das células e se espalham de uma região para outra. Como resultado, o cérebro perde sinapses e neurônios, começando em áreas ligadas à memória, como o hipocampo. A inflamação e a falha dos sistemas de limpeza do cérebro também participam. Um estudo publicado na Science em 2013 mostrou, em camundongos, que o sono aumenta a remoção de resíduos como o amiloide. Por isso, os pesquisadores investigam o sono ruim como fator de risco.

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Quais são os primeiros sintomas do Alzheimer?

O sinal mais típico é a dificuldade de guardar informações novas, principalmente fatos recentes. A pessoa lembra bem de fatos antigos, mas repete a mesma pergunta na mesma conversa, esquece compromissos recentes ou onde deixou objetos com frequência crescente.

Outros sinais costumam aparecer cedo. A pessoa pode ter dificuldade para encontrar palavras ou acompanhar uma conversa, se desorientar em trajetos conhecidos ou confundir datas. Tarefas que antes eram simples, como pagar contas ou seguir uma receita, passam a exigir esforço, porque planejar e executar etapas fica mais difícil. Mudanças de humor também são frequentes, sobretudo apatia, irritabilidade e tendência ao isolamento.

Esquecer um nome e lembrar depois, ou perder as chaves de vez em quando, faz parte do envelhecimento normal. Por outro lado, o sinal de alerta é a piora progressiva, percebida por quem convive com a pessoa, e o impacto na rotina. Nesses casos, a recomendação é procurar um médico, de preferência geriatra ou neurologista, porque outras condições tratáveis, como deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide, depressão e efeito de medicamentos, podem causar sintomas parecidos.

Quais são as fases do Alzheimer?

A doença avança de forma contínua, mas os médicos a dividem em etapas. Um seminário publicado na The Lancet em 2021 estima, para alguém de 70 anos, cerca de 10 anos de fase silenciosa, 4 anos de sintomas leves e 6 anos de demência.

Na fase silenciosa, as placas de amiloide já se acumulam, mas não há sintomas perceptíveis, e por isso só exames específicos detectam a doença. Em seguida vem o comprometimento cognitivo leve: a memória piora de forma mensurável nos testes, às vezes de modo perceptível para a família, mas a pessoa mantém a independência.

Na demência leve, surgem dificuldades com finanças, compras, trajetos e compromissos, e a pessoa começa a precisar de supervisão em algumas atividades. Na fase moderada, ela passa a precisar de ajuda para se vestir e cuidar da higiene. A desorientação, a troca do dia pela noite e a agitação se tornam comuns, e em alguns casos aparecem delírios ou alucinações.

Na demência avançada, a pessoa perde a fala e a capacidade de andar e de engolir com segurança, e passa a depender totalmente de cuidados. Nessa fase, infecções como a pneumonia por aspiração estão entre as causas de morte mais frequentes.

O Alzheimer é hereditário?

Em parte, sim, mas quase nunca de forma determinista. Estudos com gêmeos citados no seminário da The Lancet indicam que 60% a 80% do risco de desenvolver Alzheimer depende de fatores herdados. No entanto, isso não significa que os filhos de pessoas com a doença vão necessariamente adoecer. Em geral, muitos genes, cada um com um efeito pequeno, se somam ao ambiente e aos hábitos.

Formas familiares, gene APOE e casos esporádicos

As formas familiares são raras. Nelas, mutações nos genes APP, PSEN1 ou PSEN2 causam a doença em praticamente todos os portadores, em geral antes dos 65 anos e às vezes aos 30 ou 40. Quem tem a mutação a transmite, em média, para metade dos filhos, mas essas formas respondem por uma fração muito pequena dos casos.

No Alzheimer comum, o principal fator genético é a variante ε4 do gene APOE. Uma cópia aumenta o risco em cerca de 3 a 4 vezes. Duas cópias, uma de cada pai, pesam muito mais: um estudo publicado na Nature Medicine em 2024 mostrou que quase todas as pessoas nessa situação desenvolvem as alterações cerebrais da doença. Aos 65 anos, praticamente todas tinham amiloide alterado no líquor e 75% tinham exames de imagem positivos, e os sintomas começaram, em média, aos 65,1 anos. Por isso, os autores propõem tratar essa combinação como uma forma genética própria da doença.

A grande maioria dos casos, porém, é do tipo esporádico, que surge depois dos 65 anos sem um padrão claro de herança na família.

Vale a pena fazer teste genético?

Testes genéticos para o APOE existem, mas os especialistas não os recomendam como rotina para quem não tem sintomas. O resultado não diz com certeza se a pessoa terá sintomas, e hoje o gene pesa sobretudo em decisões sobre os novos tratamentos, como mostra a seção sobre tratamento. Pesquisas sobre quem resiste à doença mesmo com risco genético, como o estudo sobre idosos com memória de jovem e a investigação sobre sono e o gene AQP4, ajudam a entender por que a genética não é destino.

Como os médicos fazem o diagnóstico?

Em geral, o diagnóstico começa na consulta: histórico relatado pela pessoa e pela família, exame físico e testes cognitivos. Exames de sangue afastam causas tratáveis, enquanto a ressonância ou a tomografia do crânio descartam tumores, derrames e outras lesões, além de mostrar a redução de volume do hipocampo.

Para confirmar que a causa é mesmo o Alzheimer, é preciso medir as proteínas da doença. Para isso, o médico pode pedir a análise do líquor, coletado por punção lombar, ou o PET amiloide, um exame de imagem caro e pouco disponível no Brasil. Ainda assim, os resultados nem sempre são preto no branco, como mostra a discussão sobre a zona de incerteza do PET amiloide.

Nos últimos anos surgiram os exames de sangue. Um estudo publicado na JAMA em 2024 avaliou, na Suécia, 1.213 pacientes com queixas de memória. O exame que mede a proteína tau fosforilada 217 no sangue acertou o diagnóstico em cerca de 90% dos casos. Enquanto isso, na mesma amostra, médicos da atenção primária acertaram 61% com consulta, testes e tomografia, e especialistas em demência acertaram 73%. No entanto, o exame serve para quem já tem sintomas e não substitui a avaliação médica. Leia mais sobre os exames de sangue para detectar o risco de Alzheimer.

Alzheimer tem cura?

Não. Nenhum tratamento disponível interrompe ou reverte a doença. O que existe são remédios que aliviam sintomas por um tempo e, desde 2023, anticorpos que desaceleram a progressão na fase inicial.

Remédios para os sintomas, disponíveis no SUS

A donepezila, a galantamina e a rivastigmina (esta também em adesivo) aumentam a disponibilidade de acetilcolina, um mensageiro químico ligado à memória. A memantina, por outro lado, entra nas fases moderada e grave. Esses medicamentos podem trazer melhora modesta da cognição e da funcionalidade durante meses, mas não mudam o curso da doença. O SUS fornece esses remédios por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, com laudo médico, conforme o protocolo clínico do Ministério da Saúde para a doença de Alzheimer.

Os novos remédios: lecanemabe e donanemabe

São anticorpos monoclonais, aplicados na veia, que removem as placas de amiloide do cérebro. Os dois estudos principais saíram em 2023.

No estudo Clarity AD, publicado no New England Journal of Medicine, os pesquisadores acompanharam 1.795 pessoas em fase inicial por 18 meses. Com o lecanemabe (Leqembi), o declínio medido numa escala clínica de 18 pontos foi de 1,21 ponto, contra 1,66 com placebo. Ou seja, a doença avançou cerca de 27% mais devagar. Em contrapartida, 26,4% dos pacientes tiveram reações à infusão e 12,6% tiveram inchaço cerebral detectado na ressonância.

O donanemabe (Kisunla) passou pelo estudo TRAILBLAZER ALZ 2, publicado na JAMA, que acompanhou 1.736 participantes por 76 semanas. Na mesma escala clínica, a piora foi 0,67 ponto menor no grupo com menos acúmulo de tau. O inchaço cerebral, no entanto, apareceu em 24% dos tratados, com sintomas em 52 pessoas, e os investigadores atribuíram três mortes ao tratamento.

Na prática, o efeito é real mas pequeno: o paciente leva alguns meses a mais para chegar ao mesmo estágio da doença. Mas os remédios só servem para quem está na fase inicial e tem o amiloide confirmado por exame. O risco de inchaço e sangramento cerebral é maior em quem tem duas cópias do APOE ε4, por isso o teste genético entra na decisão. Por fim, o tratamento exige infusões periódicas e ressonâncias de controle.

No Brasil, a Anvisa aprovou o donanemabe em abril de 2025 e o lecanemabe em dezembro de 2025. No caso do lecanemabe, a aprovação vale apenas para quem não tem o APOE ε4 ou tem uma única cópia, e chegou ao mercado privado em junho de 2026. Até a data desta atualização, o SUS não oferece nenhum dos dois.

Tentativas que falharam

A semaglutida, princípio ativo do Ozempic, gerou expectativa por estudos observacionais em pessoas com diabetes. Nos ensaios evoke e evoke+, publicados na The Lancet em 2026, 3.808 pessoas com Alzheimer inicial tomaram semaglutida oral ou placebo por dois anos, e não houve diferença na progressão da doença. Muitas outras linhas continuam em estudo, algumas delas noticiadas aqui, como a proteína GRK2, o composto experimental KCL 286 e o papel de bactérias intestinais. Por ora, todos esses resultados vêm de laboratório ou de fases iniciais, ainda sem aplicação clínica.

Dá para prevenir o Alzheimer?

Não existe forma garantida, mas dá para reduzir o risco de demência.

Os 14 fatores de risco modificáveis

A Comissão da The Lancet sobre prevenção de demência, que reúne especialistas de vários países, estimou em seu relatório de 2024 que cerca de 45% dos casos de demência no mundo estão ligados a 14 fatores de risco modificáveis ao longo da vida.

Na infância e na juventude, o fator é a baixa escolaridade. Na vida adulta, entram a perda auditiva, o colesterol LDL alto, a depressão, as lesões cerebrais por trauma, o sedentarismo, o diabetes, o tabagismo, a hipertensão, a obesidade e o consumo excessivo de álcool. Na velhice, pesam o isolamento social, a poluição do ar e a perda de visão sem tratamento.

O que os ensaios clínicos mostram

Esse número vem de cálculos baseados em estudos de associação. Em outras palavras, não significa que corrigir um fator elimine a doença em quem o tinha. Ainda assim, os ensaios clínicos que testaram mudanças de estilo de vida apontam na mesma direção.

O estudo finlandês FINGER, publicado na The Lancet em 2015, acompanhou 1.260 pessoas de 60 a 77 anos com risco elevado. Depois de dois anos de dieta orientada, exercícios, treino cognitivo e controle da pressão e da glicose, esse grupo teve desempenho melhor em testes cognitivos do que quem recebeu apenas orientações gerais de saúde.

Mais recentemente, o americano U.S. POINTER, publicado na JAMA em 2025, reuniu 2.111 participantes de 60 a 79 anos e comparou um programa estruturado e supervisionado com uma versão autoguiada. As duas versões melhoraram a cognição, mas o programa estruturado teve uma vantagem pequena e estatisticamente significativa, inclusive entre portadores do APOE ε4.

Nenhum desses estudos, porém, mediu diretamente a ocorrência de Alzheimer ao longo de décadas, que é o que realmente interessa. Por outro lado, alguns fatores exigem cautela. No estudo ACHIEVE, publicado na The Lancet em 2023, aparelhos auditivos não reduziram o declínio cognitivo em três anos no grupo total de 977 idosos, embora tenham parecido ajudar no subgrupo com mais fatores de risco.

A vacina contra o cobreiro

Um resultado recente envolve a vacina contra o cobreiro (herpes zóster). Um estudo publicado na Nature em 2025 aproveitou uma regra do País de Gales que liberou a vacina apenas para quem nasceu a partir de 2 de setembro de 1933. Comparando pessoas nascidas semanas antes e semanas depois dessa data, os pesquisadores viram que a vacina reduziu em 20% os novos diagnósticos de demência em sete anos. Porém, a vacina usada era a de vírus atenuado, diferente da recombinante aplicada hoje no Brasil, e o resultado ainda depende de confirmação em ensaios clínicos. Veja também o estudo com 500 mil idosos sobre herpes zóster e demência.

Hábitos do dia a dia e suplementos

Outras pesquisas publicadas aqui investigam hábitos específicos, como três fatores de saúde entre os 45 e os 65 anos, a velocidade de caminhada, a leitura, a exposição à luz do dia e o consumo de café. Quase todos, no entanto, são estudos observacionais, que mostram associação e não provam que o hábito protege. Com suplementos, o cuidado precisa ser maior: um estudo recente associou o uso de ômega 3 a declínio cognitivo mais rápido em idosos, e nenhum suplemento tem eficácia comprovada contra o Alzheimer.

Quanto tempo vive uma pessoa com Alzheimer?

Depende muito da idade no diagnóstico, porque quem descobre a doença mais velho tem, em geral, menos anos pela frente. A maior revisão sobre o tema, publicada no BMJ em 2025, reuniu 261 estudos com mais de 5,5 milhões de pessoas com demência. A expectativa de vida após o diagnóstico variou de 5,7 anos para homens diagnosticados aos 65 a 2,2 anos para homens diagnosticados aos 85. Nas mulheres, foi de 8,0 a 4,5 anos nas mesmas idades. A sobrevida no Alzheimer foi, em média, 1,4 ano maior que em outros tipos de demência.

A mesma revisão mostrou que as pessoas costumam passar cerca de um terço do tempo restante em instituições de longa permanência, e mais da metade se muda para elas em até cinco anos após o diagnóstico. No entanto, os dados vêm majoritariamente de países ricos, onde esse tipo de instituição é mais comum que no Brasil.

Quantas pessoas têm Alzheimer no Brasil e no mundo?

O Relatório Nacional sobre a Demência estima que 8,5% dos brasileiros com 60 anos ou mais convivem com demência, cerca de 1,8 milhão de pessoas, com prevalência maior entre as mulheres (9,1%) do que entre os homens (7,7%). A projeção é de 5,7 milhões de casos em 2050. O próprio Ministério da Saúde reconhece que muitos casos ficam sem diagnóstico.

No mundo, uma análise publicada na The Lancet Public Health em 2022 estimou 57,4 milhões de pessoas com demência em 2019 e projetou 152,8 milhões em 2050. O aumento se deve principalmente ao envelhecimento e ao crescimento da população. Ou seja, a proporção de pessoas com demência em cada faixa de idade tende a ficar estável.

Este guia é informativo e não substitui a avaliação de um médico. Diante de sintomas, procure um geriatra ou neurologista.

Perguntas frequentes

Alzheimer e demência são a mesma coisa?

Não. Demência é o conjunto de sintomas de declínio cognitivo que atrapalha a vida diária. O Alzheimer é a doença que mais causa demência, responsável por 60% a 70% dos casos, mas há outras causas, como a demência vascular.

Com que idade o Alzheimer costuma aparecer?

Na grande maioria dos casos, depois dos 65 anos, e o risco cresce com a idade. As formas precoces, antes dos 65, são menos comuns e muitas vezes têm causa genética. As alterações no cérebro começam cerca de dez anos antes dos primeiros sintomas.

Quem tem pai ou mãe com Alzheimer vai ter a doença?

Não necessariamente. O risco é maior, mas na maioria das famílias a herança envolve vários genes de efeito pequeno. Só as formas familiares raras, causadas por mutações nos genes APP, PSEN1 e PSEN2, passam de forma quase certa para os filhos que herdam a mutação.

Existe exame de sangue para Alzheimer?

Sim. Exames que medem a proteína tau fosforilada 217 no sangue acertaram cerca de 90% dos diagnósticos em um estudo publicado na JAMA em 2024. Eles servem para quem já tem sintomas, e um médico precisa interpretar o resultado.

Qual o remédio mais novo para Alzheimer?

O lecanemabe e o donanemabe, anticorpos que removem o amiloide do cérebro, aprovados pela Anvisa em 2025. Eles desaceleram a doença em cerca de 27% a 35% na fase inicial, mas podem causar inchaço e sangramento cerebral e não estão no SUS.

Fontes

Revisões, epidemiologia e genética

Scheltens, P. et al. “Alzheimer’s disease”. The Lancet, 2021. DOI: 10.1016/S0140-6736(20)32205-4

Livingston, G. et al. “Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission”. The Lancet, 2024. DOI: 10.1016/S0140-6736(24)01296-0

GBD 2019 Dementia Forecasting Collaborators (Nichols, E. et al.). “Estimation of the global prevalence of dementia in 2019 and forecasted prevalence in 2050”. The Lancet Public Health, 2022. DOI: 10.1016/S2468-2667(21)00249-8

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“Time to nursing home admission and death in people with dementia: systematic review and meta-analysis”. BMJ, 2025. DOI: 10.1136/bmj-2024-080636

Xie, L. et al. “Sleep Drives Metabolite Clearance from the Adult Brain”. Science, 2013. DOI: 10.1126/science.1241224

Diagnóstico e tratamento

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Sims, J. R. et al. “Donanemab in Early Symptomatic Alzheimer Disease”. JAMA, 2023. DOI: 10.1001/jama.2023.13239

Palmqvist, S. et al. “Blood Biomarkers to Detect Alzheimer Disease in Primary Care and Secondary Care”. JAMA, 2024. DOI: 10.1001/jama.2024.13855

Efficacy and safety of oral semaglutide in early-stage symptomatic Alzheimer’s disease (evoke and evoke+). The Lancet, 2026. DOI: 10.1016/S0140-6736(26)00459-9

Prevenção

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Baker, L. D. et al. “Structured vs Self-Guided Multidomain Lifestyle Interventions for Global Cognitive Function (U.S. POINTER)”. JAMA, 2025. DOI: 10.1001/jama.2025.12923

Lin, F. R. et al. “Hearing intervention versus health education control to reduce cognitive decline in older adults with hearing loss (ACHIEVE)”. The Lancet, 2023. DOI: 10.1016/S0140-6736(23)01406-X

Eyting, M. et al. “A natural experiment on the effect of herpes zoster vaccination on dementia”. Nature, 2025. DOI: 10.1038/s41586-025-08800-x

Dados do Brasil

Ministério da Saúde. Relatório Nacional sobre a Demência: epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, 2024.

Agência Brasil. Anvisa aprova medicamento para retardar avanço do Alzheimer, abril de 2025.

Imagem: National Institute on Aging / NIH (domínio público)

Guia escrito e revisado por Paulo Budri. Atualizado em setembro de 2026.

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