Resumo em 15 segundos
- "Alzheimer infantil" não é Alzheimer: é o apelido da doença de Niemann-Pick tipo C, em que o colesterol fica preso dentro dos neurônios.
- A criança perde habilidades que já tinha, como andar e falar; o sinal típico é a dificuldade de mover os olhos para cima e para baixo.
- Não há cura, mas desde 2024 dois remédios aprovados nos EUA desaceleram a doença; no SUS, o tratamento é de suporte com equipe multiprofissional.
Resumo dos pontos principais. A matéria completa está logo abaixo.
“Alzheimer infantil” não é Alzheimer. É o apelido de um grupo de doenças genéticas raras em que a criança, depois de um período de desenvolvimento normal, começa a perder o que já tinha aprendido: andar, falar, engolir, lembrar. A mais conhecida delas é a doença de Niemann-Pick tipo C, uma falha no transporte de gordura dentro das células que leva à morte progressiva de neurônios. Não tem cura, mas deixou de ser uma doença sem tratamento: em setembro de 2024, os Estados Unidos aprovaram os dois primeiros remédios específicos para ela.
Este texto foi publicado originalmente em 2017, quando o caso de Marian McGlocklin, uma menina de Los Angeles diagnosticada com 18 meses, apareceu na imprensa internacional. Na época, a esperança da família era um tratamento experimental com ciclodextrina, aplicado na coluna a cada duas semanas. Muita coisa mudou desde então, e a matéria foi reescrita em outubro de 2026 com base nas diretrizes médicas, nos ensaios clínicos publicados e nas decisões das agências reguladoras.
Alzheimer infantil existe?
Como diagnóstico médico, não. O Alzheimer é uma doença do envelhecimento, marcada pelo acúmulo de duas proteínas no cérebro: as placas de beta-amiloide e os emaranhados da proteína tau. Ele praticamente não acontece em crianças. O que existe na infância são as chamadas demências infantis, doenças quase sempre de origem genética em que a criança perde capacidades que já tinha adquirido.
Uma revisão publicada em 2023 na revista Brain identificou 170 doenças genéticas que se encaixam nessa definição. Somadas, as que ainda não têm tratamento atingem cerca de 1 em cada 2.900 nascimentos, e a expectativa de vida mediana das crianças afetadas é de 9 anos. Segundo os autores, o número de mortes precoces por ano é parecido com o do câncer infantil, e cerca de 70% delas acontecem antes da idade adulta. A doença de Niemann-Pick tipo C, a síndrome de Sanfilippo e a doença de Batten fazem parte desse grupo.
Por que a Niemann-Pick tipo C é chamada de Alzheimer infantil?
Por dois motivos. O primeiro é clínico: a doença causa demência progressiva, com perda de memória, de atenção e da capacidade de aprender. O segundo está no próprio tecido cerebral. Em 1995, neuropatologistas britânicos examinaram o cérebro de cinco pacientes que tinham morrido da doença e encontraram emaranhados da proteína tau em várias regiões, inclusive no hipocampo, a área da memória. Ao microscópio eletrônico, os filamentos eram idênticos aos do Alzheimer.
A semelhança para aí. No mesmo estudo, nenhum dos cinco cérebros tinha placas de beta-amiloide, a outra marca do Alzheimer. A causa também é completamente diferente: na Niemann-Pick tipo C, os emaranhados parecem ser uma reação ao material gorduroso que se acumula dentro dos neurônios, e não o ponto de partida da doença. A proteína tau, aliás, aparece em várias doenças do cérebro, como a encefalopatia traumática crônica de atletas que levam pancadas repetidas na cabeça.
O que acontece dentro das células
Toda célula tem pequenos compartimentos chamados lisossomos, que funcionam como uma central de reciclagem: recebem gorduras e outras moléculas, desmontam o que precisa ser desmontado e devolvem o material útil para o resto da célula. Na Niemann-Pick tipo C, o colesterol entra nos lisossomos e não consegue sair. Ele se acumula junto com outras gorduras, os glicoesfingolipídeos, e a célula vai sendo entupida por dentro.
Quem faz esse transporte de saída são duas proteínas, a NPC1 e a NPC2. A doença aparece quando a criança herda uma versão defeituosa do gene de uma delas do pai e outra da mãe. O gene NPC1 foi identificado em 1997 e responde por cerca de 95% dos casos; o NPC2, descoberto em 2000, pelos demais. O fígado e o baço sofrem primeiro, mas o estrago que define a doença é no cérebro, sobretudo no cerebelo, a região que coordena os movimentos.
Um ponto que costuma confundir: apesar de envolver colesterol, a Niemann-Pick tipo C não tem relação com o colesterol do exame de sangue. O problema está no transporte dentro das células, e não na quantidade de colesterol que circula no corpo. Dieta e remédios para baixar o colesterol não mudam a evolução da doença.
Quais são os sintomas do Alzheimer infantil e quando aparecem?
Os sintomas variam muito com a idade em que a doença começa, e isso ajuda a explicar por que o diagnóstico demora tanto. Em recém-nascidos, a doença pode aparecer como icterícia prolongada, fígado e baço aumentados e, nos casos mais graves, acúmulo de líquido no abdome. Em bebês, os primeiros sinais costumam ser atraso para sentar e andar e um tônus muscular fraco. Na infância e no início da adolescência, aparecem quedas frequentes, falta de coordenação, dificuldades na escola e a cataplexia gelástica, uma perda súbita do tônus muscular quando a criança ri. Nos adultos, a doença pode começar com sintomas psiquiátricos, como psicose, antes dos problemas de movimento.
O sinal mais característico é a paralisia supranuclear vertical do olhar: a pessoa tem dificuldade para mover os olhos para cima e para baixo, enquanto o movimento lateral continua normal. Com o tempo vêm a ataxia (desequilíbrio), a fala arrastada, a dificuldade para engolir, convulsões, distonia e a demência progressiva.
A versão original deste texto dizia que os pacientes “raramente vivem após os 10 anos”. Isso vale para as formas que começam muito cedo, não para a doença como um todo. Segundo a diretriz do Ministério da Saúde, a morte ocorre geralmente na segunda ou terceira década de vida, quase sempre por pneumonia causada pela entrada de alimento nos pulmões, consequência da dificuldade para engolir. Quanto mais cedo surge o primeiro sintoma neurológico, mais rápida tende a ser a evolução.
Quantas pessoas têm a doença?
A estimativa clássica é de pelo menos 1 caso a cada 120 mil nascidos vivos, e as diretrizes europeias falam em cerca de 1 em 100 mil. Um estudo de 2016, que procurou as mutações nos genomas de milhares de pessoas, chegou a 1 em 89 mil para a forma clássica e sugeriu que uma forma de início tardio, com sintomas mais leves, pode ser bem mais comum do que se registra, na faixa de 1 em 19 mil a 1 em 36 mil. Ou seja, parte dos pacientes provavelmente nunca recebe o diagnóstico.
A frase repetida em 2017 de que “apenas 500 crianças no mundo” tinham a doença não se sustenta: o número real é desconhecido. No Brasil, a diretriz oficial reconhece que não existem dados epidemiológicos sobre a doença.
Como é feito o diagnóstico?
Pela raridade e pela variedade de sintomas, a doença costuma passar anos sem diagnóstico. Pela diretriz brasileira, quando há suspeita moderada ou alta, o paciente deve ser encaminhado a um centro de referência, onde passa por avaliações neurológica, oftalmológica, auditiva e psiquiátrica. Exames de sangue com biomarcadores e a ressonância magnética reforçam a suspeita, mas quem confirma é o teste genético: o sequenciamento dos genes NPC1 e NPC2. Encontrar duas mutações causadoras fecha o diagnóstico. Quando aparece só uma, ou nenhuma, e a suspeita continua forte, o especialista pode pedir exames complementares de DNA.
Como a herança é recessiva, um casal que já tem um filho afetado tem 25% de chance de ter outro filho com a doença a cada gestação, e por isso a diretriz recomenda avaliar os irmãos e oferecer aconselhamento genético. A Niemann-Pick tipo C não faz parte do teste do pezinho do SUS.
Alzheimer infantil tem tratamento? Os remédios aprovados desde 2024
Não há cura. O que existe hoje são remédios que desaceleram a piora neurológica, além do cuidado de suporte com uma equipe de várias áreas.
Miglustate
Foi o primeiro remédio estudado de forma controlada na doença. Ele reduz a produção dos glicoesfingolipídeos que se acumulam no cérebro. No ensaio clínico publicado em 2007 na Lancet Neurology, 29 pacientes com 12 anos ou mais foram sorteados para receber miglustate ou só o cuidado padrão por 12 meses. Quem tomou o remédio teve melhora na velocidade dos movimentos dos olhos, o desfecho principal (com resultado estatisticamente significativo depois de excluir os pacientes que usavam benzodiazepínicos), além de melhora para engolir e piora mais lenta da marcha. Com base nesses dados, o miglustate é aprovado na União Europeia para a doença desde janeiro de 2009.
Arimoclomol (Miplyffa)
Em 20 de setembro de 2024, a FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, aprovou o arimoclomol, o primeiro remédio liberado no país especificamente para a Niemann-Pick tipo C. Ele é tomado por via oral, junto com o miglustate, para tratar os sintomas neurológicos em adultos e crianças a partir de 2 anos. No ensaio clínico, publicado em 2021, 50 pacientes de 2 a 18 anos receberam arimoclomol ou placebo por 12 meses. A doença piorou 0,76 ponto na escala de gravidade com o remédio e 2,15 pontos com o placebo, uma redução de 65% na progressão anual. Entre os pacientes que já usavam miglustate, a doença ficou estável durante o ano.
Levacetilleucina (Aqneursa)
Quatro dias depois, em 24 de setembro de 2024, a FDA aprovou a levacetilleucina para adultos e crianças com pelo menos 15 quilos, que pode ser usada sozinha. O estudo que sustentou a aprovação saiu em 2024 no New England Journal of Medicine: 60 pacientes de 5 a 67 anos tomaram o remédio por 12 semanas e placebo por outras 12, em ordem sorteada. Na escala que mede a ataxia, que vai de 0 a 40, os pacientes melhoraram 1,97 ponto com o remédio e 0,60 ponto com o placebo. É um efeito modesto e de curto prazo, e os próprios autores dizem que é preciso mais tempo para saber o efeito a longo prazo. Em janeiro de 2026, a Comissão Europeia também aprovou o remédio, para pacientes a partir de 6 anos e 20 quilos.
O que aconteceu com a ciclodextrina, a esperança de 2017?
A ciclodextrina, chamada de VTS-270 e depois de adrabetadex, era o tratamento experimental da história de Marian. Ela é aplicada direto no líquido da coluna e ajuda a retirar o colesterol preso nas células. No estudo de fase inicial, publicado na The Lancet em 2017, os 14 pacientes que receberam a aplicação mensal pioraram 1,22 ponto por ano na escala neurológica, contra 2,92 pontos de um grupo de comparação de 21 pacientes acompanhados antes. Todos os participantes tiveram alguma perda auditiva, um efeito colateral já esperado.
O resultado animou, mas não se confirmou no teste seguinte. O ensaio de fase 2b/3, com grupo controle de verdade, não atingiu significância estatística, e em 2021 a farmacêutica Mallinckrodt encerrou o desenvolvimento do remédio, alegando falta de evidência clara de benefício. As famílias que usavam o tratamento, como a de Marian, se mobilizaram para manter o acesso. O programa passou para outra empresa, que em outubro de 2025 divulgou uma análise de sobrevida em bebês tratados, mas comparando com pacientes de outras bases de dados, e não com um grupo sorteado. O adrabetadex não é aprovado em nenhum país.
Uma versão aplicada na veia, o Trappsol Cyclo, teve os resultados principais do estudo de fase 3 divulgados pela fabricante em 30 de setembro de 2026. Em 94 pacientes acompanhados por 96 semanas, a progressão foi menor com o remédio, mas a diferença em relação ao placebo não foi estatisticamente significativa no desfecho principal. A empresa destacou um resultado significativo no subgrupo que já usava miglustate ou leucina e anunciou que vai pedir aprovação à FDA. Os dados ainda não foram publicados em revista científica.
Como é o tratamento no Brasil?
O Ministério da Saúde publicou as Diretrizes Brasileiras para Diagnóstico e Tratamento da Doença de Niemann-Pick Tipo C pela Portaria Conjunta nº 9, de 14 de abril de 2020. Um ano antes, em julho de 2019, a Conitec, comissão que avalia a entrada de tecnologias no SUS, decidiu não incorporar o miglustate, por considerar que os estudos não mostravam benefício em desfechos clínicos relevantes. A diretriz segue essa decisão e não indica o remédio. Famílias têm recorrido à Justiça para obtê-lo. A diretriz é anterior às aprovações de 2024 e não trata do arimoclomol nem da levacetilleucina.
O tratamento previsto no SUS é o de suporte, feito por equipe multiprofissional com fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermagem e médicos de várias especialidades, com pelo menos uma revisão por ano, de preferência em um centro de referência em doenças raras. Na prática, isso significa terapia para a dificuldade de engolir (e gastrostomia, a alimentação por sonda direto no estômago, quando necessário), fisioterapia para o desequilíbrio e a rigidez, fisioterapia respiratória para prevenir pneumonias e remédios para convulsões e para a cataplexia.
Quando procurar um médico
A maioria das crianças com quedas frequentes ou dificuldades na escola não tem uma doença rara. O sinal de alerta é a perda: quando a criança deixa de fazer o que já fazia, como andar com firmeza, falar com clareza ou acompanhar a turma. Também merecem atenção a dificuldade de olhar para cima e para baixo, episódios em que ela “desaba” ao rir, e, em bebês, icterícia que não passa com o fígado ou o baço aumentados. Nesses casos, o caminho é o pediatra, que pode encaminhar ao neurologista infantil ou ao geneticista. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais cedo começam o tratamento e o aconselhamento da família.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Perguntas frequentes
O que é Alzheimer infantil?
É um apelido, não um diagnóstico. Ele é usado para doenças genéticas raras que causam demência na infância, principalmente a doença de Niemann-Pick tipo C, em que o colesterol fica preso dentro das células e os neurônios morrem aos poucos.
Alzheimer infantil tem cura?
Não. Desde 2024 existem remédios aprovados nos Estados Unidos que desaceleram a piora neurológica, o arimoclomol e a levacetilleucina, e o miglustate é usado na Europa desde 2009. Nenhum deles cura a doença.
Qual é a expectativa de vida na doença de Niemann-Pick tipo C?
Depende da idade em que os sintomas começam. Nas formas que surgem nos primeiros anos de vida, a evolução é mais rápida. De modo geral, segundo a diretriz do Ministério da Saúde, a morte ocorre na segunda ou terceira década de vida, quase sempre por pneumonia ligada à dificuldade para engolir.
A doença de Niemann-Pick tipo C é hereditária?
Sim. Ela é autossômica recessiva: a criança precisa herdar uma cópia alterada do gene NPC1 ou NPC2 do pai e outra da mãe. Pais que já têm um filho com a doença têm 25% de chance de ter outro filho afetado a cada gestação.
O SUS oferece tratamento para Niemann-Pick tipo C?
Oferece o diagnóstico em centros de referência e o tratamento de suporte com equipe multiprofissional, conforme a diretriz de 2020. O miglustate não foi incorporado ao SUS, e os remédios aprovados nos Estados Unidos em 2024 não constam da diretriz.
Fontes
Vanier, M. T. “Niemann-Pick disease type C”. Orphanet Journal of Rare Diseases, 5: 16, 2010. DOI: 10.1186/1750-1172-5-16.
Geberhiwot, T. et al. “Consensus clinical management guidelines for Niemann-Pick disease type C”. Orphanet Journal of Rare Diseases, 13: 50, 2018. DOI: 10.1186/s13023-018-0785-7.
Elvidge, K. L. et al. “The collective burden of childhood dementia: a scoping review”. Brain, 146: 4446, 2023. DOI: 10.1093/brain/awad242.
Love, S.; Bridges, L. R.; Case, C. P. “Neurofibrillary tangles in Niemann-Pick disease type C”. Brain, 118: 119, 1995. DOI: 10.1093/brain/118.1.119.
Carstea, E. D. et al. “Niemann-Pick C1 disease gene: homology to mediators of cholesterol homeostasis”. Science, 277: 228, 1997. DOI: 10.1126/science.277.5323.228.
Naureckiene, S. et al. “Identification of HE1 as the second gene of Niemann-Pick C disease”. Science, 290: 2298, 2000. DOI: 10.1126/science.290.5500.2298.
Wassif, C. A. et al. “High incidence of unrecognized visceral/neurological late-onset Niemann-Pick disease, type C1, predicted by analysis of massively parallel sequencing data sets”. Genetics in Medicine, 18: 41, 2016. DOI: 10.1038/gim.2015.25.
Patterson, M. C. et al. “Miglustat for treatment of Niemann-Pick C disease: a randomised controlled study”. The Lancet Neurology, 6: 765, 2007. DOI: 10.1016/S1474-4422(07)70194-1.
Mengel, E. et al. “Efficacy and safety of arimoclomol in Niemann-Pick disease type C: results from a double-blind, randomised, placebo-controlled, multinational phase 2/3 trial of a novel treatment”. Journal of Inherited Metabolic Disease, 44: 1463, 2021. DOI: 10.1002/jimd.12428.
Bremova-Ertl, T. et al. “Trial of N-acetyl-L-leucine in Niemann-Pick disease type C”. New England Journal of Medicine, 390: 421, 2024. DOI: 10.1056/NEJMoa2310151.
Ory, D. S. et al. “Intrathecal 2-hydroxypropyl-β-cyclodextrin decreases neurological disease progression in Niemann-Pick disease, type C1: a non-randomised, open-label, phase 1–2 trial”. The Lancet, 390: 1758, 2017. DOI: 10.1016/S0140-6736(17)31465-4.
FDA. “FDA Approves First Treatment for Niemann-Pick Disease, Type C“. Comunicado de 20 de setembro de 2024.
FDA. “FDA Approves New Drug to Treat Niemann-Pick Disease, Type C“. Comunicado de 24 de setembro de 2024.
Agência Europeia de Medicamentos. “EU/3/06/351: designação órfã do miglustate para a doença de Niemann-Pick tipo C“, com registro da autorização como Zavesca desde 26 de janeiro de 2009.
IntraBio. “IntraBio Receives European Commission Approval of AQNEURSA for the Treatment of Niemann Pick Type C Disease“. Comunicado de 21 de janeiro de 2026.
Rafael Holdings. “Topline Results from the Pivotal Phase 3 TransportNPC Study of Trappsol Cyclo“. Comunicado de 30 de setembro de 2026 (dados ainda não publicados em revista científica).
ClinicalTrials.gov. “Adrabetadex to Treat Niemann-Pick Type C1 (NPC1) Disease” (NCT04958642), estudo encerrado por decisão do patrocinador anterior.
NBC Los Angeles. “Experimental treatment for rare children’s disease to be discontinued“, 2021.
Brasil, Ministério da Saúde. Portaria Conjunta nº 9, de 14 de abril de 2020. Aprova as Diretrizes Brasileiras para Diagnóstico e Tratamento da Doença de Niemann-Pick Tipo C.
Brasil, Ministério da Saúde. Portaria SCTIE nº 35, de 23 de julho de 2019. Torna pública a decisão de não incorporar o miglustate para manifestações neurológicas da doença de Niemann-Pick tipo C no âmbito do SUS. Relatório de recomendação da Conitec disponível em gov.br/conitec.
Ilustrações: Ciência de Fato.
Texto revisado e atualizado em outubro de 2026 por Paulo Budri.






