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Qual o diamante mais raro do mundo?

Imagem ilustrativa do diamante mais raro do mundo.
Imagem ilustrativa do diamante mais raro do mundo.
Resumo em 15 segundos
  • O diamante mais raro do mundo é o diamante vermelho: existem menos de 30 exemplares verdadeiros conhecidos, quase todos com menos de meio quilate.
  • O diamante bruto, de 13,9 quilates, foi encontrado por um garimpeiro chamado Zé Tatu, em 1989, no noroeste de Minas Gerais.
  • O GIA (Instituto Gemológico da América) relata que apenas 0,07% dos diamantes de cor fancy analisados em seu laboratório recebem classificação vermelha.

Resumo dos pontos principais. A matéria completa está logo abaixo.

O diamante mais raro do mundo é o diamante vermelho: existem menos de 30 exemplares verdadeiros conhecidos, quase todos com menos de meio quilate. O maior deles, o Moussaieff Red, tem 5,11 quilates — e foi encontrado no Brasil. Há ainda outro tipo de raridade: o “Matryoshka”, o único diamante já achado com outro diamante solto dentro dele.

Quando alguém pergunta qual é o diamante mais raro do mundo, a resposta depende do que se entende por “raro”. Existe a raridade pela cor — e aí há um vencedor claro — e a raridade pela forma como o diamante se formou, categoria em que uma pedra siberiana é literalmente única. Vamos às duas.

Afinal, qual é o diamante mais raro do mundo?

Entre as cores, o diamante vermelho é, disparado, o mais raro. Estima-se que existam menos de 30 diamantes vermelhos verdadeiros catalogados no planeta, e a maioria pesa menos de meio quilate. Para comparar: diamantes incolores com mais de 100 quilates aparecem de tempos em tempos, mas o maior diamante vermelho já confirmado mal passa de 5 quilates.

O que torna o vermelho tão especial é a sua origem. A maioria das cores em diamantes vem de “impurezas” químicas — o boro deixa o diamante azul, o nitrogênio deixa amarelo, a radiação natural deixa esverdeado. O vermelho, não: ele nasce de uma deformação na própria estrutura cristalina (chamada deformação plástica), que acontece durante a violenta viagem da pedra desde o manto da Terra até a superfície. É um acidente geológico raríssimo — por isso tão poucos existem.

O Moussaieff Red, o maior diamante vermelho — e ele é brasileiro

O maior diamante vermelho conhecido é o Moussaieff Red, uma pedra de 5,11 quilates com lapidação triangular, classificada pelo Instituto Gemológico da América (GIA) como “Fancy Red” — a classificação máxima de cor vermelha pura.

E aqui vai o detalhe que poucos sabem: ele é brasileiro. O diamante bruto, de 13,9 quilates, foi encontrado por um garimpeiro chamado Zé Tatu, em 1989, no noroeste de Minas Gerais. Depois de lapidado, transformou-se na gema de 5,11 quilates que hoje é considerada uma das mais valiosas do mundo e figura entre os diamantes coloridos mais caros por quilate já avaliados.

A escala das cores mais raras

Nem todo diamante colorido é igualmente raro. Em linhas gerais, a ordem de raridade das cores costuma ser assim:

  • Vermelho — o mais raro de todos, por deformação da estrutura cristalina;
  • Azul — extremamente raro, causado pela presença de boro (o famoso Hope Diamond é azul);
  • Rosa e roxo — muito raros, também ligados a deformações no cristal;
  • Verde — raro, resultado da exposição a radiação natural no subsolo;
  • Laranja e amarelo — mais comuns entre os coloridos, causados pelo nitrogênio.

Os diamantes incolores, apesar da fama, são na verdade mais comuns do que muitos dos coloridos “fancy”. A raridade — e o preço — dispara quando a cor é intensa e pura.

Quantos diamantes vermelhos existem no mundo?

Os números dão a dimensão da raridade. O GIA (Instituto Gemológico da América) relata que apenas 0,07% dos diamantes de cor fancy analisados em seu laboratório recebem classificação vermelha. Estimativas do setor apontam que menos de 1 em cada 25 milhões de diamantes é um Fancy Red. Somando tudo, menos de 30 pedras com essa classificação são conhecidas no planeta.

A maioria dos vermelhos catalogados pesa menos de um quilate, e boa parte fica abaixo de meio quilate. Um vermelho acima de um quilate já é excepcional; acima de cinco, praticamente lendário — o que explica a importância do Moussaieff Red.

De onde vêm os diamantes vermelhos?

A principal fonte do mundo foi a mina Argyle, no oeste da Austrália, responsável pela maior parte dos vermelhos e rosas já catalogados. Mesmo assim, entre 1987 e 2017 ela produziu menos de 20 quilates de diamantes vermelhos no total — somados todos os anos de operação.

A Argyle encerrou a extração em 3 de novembro de 2020, após 37 anos. Com o fechamento, praticamente cessou a entrada de novos vermelhos no mercado: o que circula hoje vem de coleções e revendas. É por isso que os preços dispararam no período em torno do fechamento.

O Brasil é a outra origem histórica relevante: foi de um depósito aluvionar de Minas Gerais que saiu o bruto do Moussaieff Red, o maior diamante vermelho conhecido.

Quanto vale um diamante vermelho?

Não existe tabela de preço: o valor é definido em leilão, e por quilate o vermelho é o mais caro entre os diamantes. Pedras com tons modificadores partem de algo em torno de US$ 300 mil por quilate, enquanto um Fancy Red puro passa com facilidade de US$ 1 milhão por quilate.

O recorde pertence ao Argyle Phoenix, um vermelho redondo de 1,56 quilate extraído na própria mina australiana: foi arrematado por cerca de US$ 4,2 milhões — o equivalente a US$ 2,68 milhões por quilate, marca inédita para um diamante vermelho em leilão.

O outro “mais raro”: o diamante dentro do diamante

Existe ainda uma raridade de outra natureza — não pela cor, mas pela estrutura. Em 2019, a mineradora russa ALROSA anunciou na Sibéria (República de Sakha, Yakutia) um diamante inédito na história da mineração: o “Matryoshka Diamond”, batizado em homenagem às bonecas russas que se encaixam umas dentro das outras.

Dentro de um diamante do tamanho de uma lentilha (4,8 × 4,9 × 2,8 milímetros) há uma cavidade com outro diamante solto, de cerca de 1,6 milímetro, que se move livremente lá dentro — como um chocalho. Nunca se havia documentado algo assim. Os pesquisadores levantaram duas hipóteses para explicar o vazio interno: um mineral do manto teria “aprisionado” um diamante durante o crescimento e depois se dissolvido; ou uma camada porosa se formou por um crescimento ultrarrápido e foi dissolvida depois. As análises (por espectroscopia de infravermelho e microtomografia) sugerem que a pedra pode ter mais de 800 milhões de anos — jovem para um diamante, já que a maioria tem entre 1 e 3,5 bilhões de anos.

Perguntas frequentes

Qual é o diamante mais raro do mundo?

Pela cor, é o diamante vermelho: há menos de 30 exemplares verdadeiros conhecidos no mundo, a maioria com menos de meio quilate. O maior é o Moussaieff Red, de 5,11 quilates.

Qual é a cor de diamante mais rara?

O vermelho. Diferente de outras cores, que vêm de impurezas químicas, o vermelho surge de uma deformação na estrutura cristalina do diamante, um fenômeno geológico raríssimo.

O diamante mais raro do mundo é brasileiro?

O maior diamante vermelho conhecido, o Moussaieff Red, tem origem brasileira: foi encontrado por um garimpeiro em Minas Gerais, em 1989, ainda bruto, com 13,9 quilates.

O que é o diamante Matryoshka?

É o único diamante já encontrado com outro diamante solto dentro de uma cavidade interna. Foi anunciado pela mineradora ALROSA, na Sibéria, em 2019 — uma raridade de estrutura, não de cor.

Quantos diamantes vermelhos existem no mundo?

Menos de 30 exemplares com classificação Fancy Red são conhecidos. O GIA relata que só 0,07% dos diamantes de cor fancy que examina recebem a classificação vermelha, e estima-se que menos de 1 em cada 25 milhões de diamantes seja vermelho.

Onde são encontrados os diamantes vermelhos?

A principal fonte foi a mina Argyle, na Austrália, que encerrou a extração em novembro de 2020. O Brasil é a outra origem histórica: o Moussaieff Red saiu de um depósito aluvionar de Minas Gerais.

Quanto custa um diamante vermelho?

O preço é definido em leilão. Um Fancy Red puro passa de US$ 1 milhão por quilate. O recorde é do Argyle Phoenix, de 1,56 quilate, vendido por cerca de US$ 4,2 milhões — US$ 2,68 milhões por quilate.

Fontes

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